segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A Menina que não Sabia Ler


Harding, Jonh.

                              Sinopse

1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante.
Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler?

Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros – únicos companheiros e confidentes – antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

                                                                     Resenha

Pense em uma criança negligenciada, que vive numa casa grande e antiga, que tem muita imaginação e que se pega encantada com os livros empoeirados de uma biblioteca. Agora imagine os mundos e situações em que uma criança assim pode criar e se meter?

Em A Menina que não sabia ler, Florence é uma menina de doze anos e que adora ler, mesmo não aparentando, Florence é uma menina de grande imaginação e personalidade forte. Muito apegada ao irmão, fica um “pouco” enciumada quando uma preceptora aparece para cuidar deles e seu irmãozinho se apega a ela. A partir desse momento, o livro percorre uma serie de acontecimentos bizarros e assustadores, que levam Florence a “descobrir” que a Preceptora, que seu irmãozinho tanto gosta, quer rapta-lo e leva-lo para longe dela, então ela começa a bolar um plano para protegê-lo.

O Livro é narrado em primeira pessoa bastante intima e subjetiva isso faz com que você acabe realmente entrando na pele do personagem, e vivendo situações inacreditáveis junto com ele, e acreditando nelas. O livro não é muito grande, e tem uma leitura fácil e dinâmica, os cenários são bem construídos sem ser maçante, o que torna a leitura agradável, isso é claro, se você gosta do lado um pouco mais sombrio da literatura.




quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Guerra Mundial Z (Livro) - Brooks, Max

Uma História oral da Guerra dos Zumbis 

Depois que seu relatório sobre a Guerra Mundial Z, foi sumariamente diminuído pela comissão Pós -Guerra das Nações Unidas, por ser íntimo demais, o pesquisador
responsável pela elaboração do relatório resolve escrever um livro contendo todos os fatores humanos rejeitados pela comissão, pois na visão dele é a unica coisa que nós difere dos nossos inimigos mortos-vivos.

O livro  é uma coletânea de relatos de pessoas que sobreviveram ao " Apocalipse Zumbi ". Os capítulos são organizados de forma cronológica de forma que o leitor consiga acompanhar a evolução da infestação, desde o paciente zero até o fim da guerra.

O mais interessante é que o autor escreve os relatos como se fosse um pesquisa jornalistica, o que dá muita veracidade aos fatos, ou seja, ele trata a ficção como verdade e isso deixa a nós, leitores, muito envolvidos com as histórias, o único fator ruim é que os relatos são curtos, o que nos deixa curiosos sobre o restante das historias dos sobreviventes.

Além disso Max faz criticas aos governos de todo o mundo, decisões militares mal pensadas, pessoas que se aproveitaram da guerra em quando a humanidade ruía em meio ao caos. Os Zumbis fazem parte evidentemente, mas o foco da história é como as pessoas podem mudar, a motivação delas para se salvar e salvar a outros em meio a situações extremas.